O laboratório associado CHANGE, no qual integra o CE3C - Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais, esteve no Encontro Ciência e Inovação 2026, o primeiro grande evento da Agência para a Investigação e Inovação (AI²), contribuindo para o debate e construção conjunta dos domínios estratégicos para a ciência, tecnologia e inovação em Portugal nas próximas décadas.
O CHANGE participou activamente neste Encontro, liderando 14 propostas e integrando mais 9 propostas em 7 sessões temáticas distintas. Refletindo a abrangência e relevância do conhecimento produzido, investigadores do CHANGE contribuíram para sessões temáticas sobre “Solo, água e clima”, “Território e Biodiversidade”, “Agricultura, agroalimentar e bioeconomia”, “Energia, descarbonização e circularidade” e “Floresta e fogo”, assim como “Das áreas temáticas aos domínios estratégicos da AI²” e “Ciências sociais e Humanidades”.
O CE3C representou o seu Laboratório Associado em três destas sessões:
A investigadora Alice Nunes apresentou o tema “Restaurar a Natureza em Portugal: Ciência e Inovação para um Futuro Resiliente”, na sessão “Território e Biodiversidade”, propondo acelerar o restauro de ecossistemas degradados para aumentar a resiliência dos territórios às alterações climáticas, travar a perda de biodiversidade e promover soluções baseadas na natureza. Na mesma sessão, Joana Canelas (CE3C e CHANGE) avançou com a proposta “Diversidade biocultural para transições sustentáveis: biodiversidade, soberania alimentar, coesão territorial e resiliência climática”, sublinhando a importância de valorizar os recursos naturais e culturais dos territórios, integrando as comunidades locais na conservação da biodiversidade e adaptação climática.
Na sessão “Floresta e fogo”, o investigador Sergio Chozas integrou a proposta “Repensar a Gestão Pós-Fogo em Portugal”, apresentada pelo CESAM, promovendo uma abordagem integrada à recuperação dos territórios afetados pelos incêndios, com soluções baseadas em evidência científica para restaurar solos, recursos hídricos, biodiversidade e paisagens.
Finalmente, a investigadora Cristina Máguas participou na sessão “Das áreas temáticas aos domínios estratégicos da AI²” liderando a proposta “Delinear o Futuro: da Consulta ‘Bottom-up’ ao Diálogo Nacional”. Esta destacou a importância de modelos participativos (“bottom-up”) na construção de políticas de investigação e inovação, refletindo sobre a integração de contributos numa articulação entre ciência, sociedade e tomada de decisão para a definição das prioridades estratégicas da AI².
A participação do CE3C no Encontro Ciência e Inovação 2026 vem reforçar o seu papel de referência na produção de conhecimento científico e na definição de soluções para os grandes desafios ambientais e societais. Através da contribuição dos seus investigadores em áreas estratégicas, o CE3C afirma-se como um parceiro ativo na definição das prioridades que irão orientar a investigação e a inovação em Portugal nas próximas décadas.
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