Com o objetivo de travar eficazmente a perda de biodiversidade nas ilhas e conceber áreas protegidas com impacto até 2030, pretendemos:
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Utilizar as ilhas oceânicas da Macaronésia como sistemas-modelo para investigar os mecanismos ecológicos, evolutivos e biogeográficos responsáveis pela estruturação da biota insular;
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Manter as atuais iniciativas de monitorização a longo prazo, de modo a avaliar a distribuição e abundância das espécies a múltiplas escalas espaciais e temporais;
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Identificar os padrões e os fatores determinantes do risco de extinção e do potencial invasor de diferentes grupos taxonómicos nos arquipélagos da Macaronésia.
A atual disponibilidade, no nosso grupo, de infraestruturas fundamentais para o estudo da biodiversidade, incluindo a monitorização baseada em parcelas, as Coleções de História Natural e grandes volumes de dados digitais (Big Data) (AZORESBIOPORTAL – LifeWatch, ISLANDLAB, AZORES BIOTA Data Papers), permitirá quantificar as Variáveis Essenciais da Biodiversidade (Essential Biodiversity Variables — EBVs) e as Variáveis Essenciais dos Serviços dos Ecossistemas (Essential Ecosystem Service Variables — ESVs).
Além disso, com base em dois projetos EU BIODIVERSA recentemente financiados (2023–2027) — DarCo, dedicado ao ambiente subterrâneo, e BioMonI, dedicado à monitorização das florestas insulares —, pretendemos desenvolver planos concretos para integrar os ecossistemas subterrâneos e as florestas nativas dos Açores na Estratégia de Biodiversidade da União Europeia (UE) para 2030. Com base na iniciativa POLLINET, contribuiremos igualmente para as estratégias portuguesa e europeia de biodiversidade, através da monitorização e da implementação de medidas destinadas a inverter o declínio dos polinizadores selvagens.
Por fim, a nossa participação na iniciativa ERGA/Biodiversity Genomics Europe constitui outro exemplo do compromisso e envolvimento do IBBC em iniciativas científicas de vanguarda destinadas a promover avanços na ciência e nas políticas de conservação.
A nossa rede de parcelas de monitorização permitirá avaliar os impactos das alterações globais — nomeadamente das alterações climáticas, das espécies invasoras e das alterações dos habitats — sobre a biota insular. Estes esforços estão alinhados com o Plano Estratégico para a Biodiversidade, a Visão para a Biodiversidade 2050, a Iniciativa Europeia para os Polinizadores e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Agenda 2030).