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O nosso grupo investiga os processos ecológicos e evolutivos através dos quais os indivíduos se adaptam aos ambientes locais e lidam com as alterações globais, tendo como objetivo final identificar medidas de gestão capazes de travar a perda de biodiversidade.

Dedicamo-nos especialmente à ecologia espacial e do movimento das aves, sendo um dos nossos principais objetivos compreender os fatores determinantes das estratégias migratórias e quantificar a conectividade migratória. Investigamos os principais fatores que determinam a distribuição espacial e os movimentos das aves, a fim de prever os prováveis impactos das alterações globais na sua ecologia. Muitas espécies de aves (e outros taxons) são altamente móveis, e muitas são migrantes de longa distância; por isso, estamos interessados em identificar as responsabilidades geopolíticas para a sua conservação eficaz. As aves costeiras e oceânicas são os modelos de investigação mais utilizados, e pretendemos revelar o seu papel como sentinelas das alterações ambientais nos ecossistemas aquáticos e marinhos. As atividades humanas estão a conduzir à fragmentação do habitat e ao declínio das populações em muitas espécies de aves, alterando os padrões de conectividade e promovendo o isolamento das populações.

É também nosso objetivo avaliar a diversidade genética das populações e a conectividade entre elas, tanto em termos de movimento efetivo dos indivíduos como de movimento realizado (através de análises de fluxo genético), o que pode fornecer informações importantes para a conservação das populações de aves marinhas, muitas das quais se encontram altamente ameaçadas.

O grupo está igualmente fortemente empenhado no objetivo da Agenda 2030 da ONU de «Conciliar a agricultura com a conservação da biodiversidade». A nossa investigação visa estudar a equivalência funcional e a conectividade entre habitats naturais e agrícolas para as aves e determinar se as áreas agrícolas (por exemplo, arrozais) constituem um habitat alternativo para as comunidades de aves aquáticas. Ao quantificar a magnitude dos conflitos entre o ser humano e a vida selvagem em habitats agrícolas, iremos contribuir para a definição de opções de gestão que promovam tanto a agricultura como a conservação da natureza.

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