A Universidade de Aveiro recebeu, entre os dias 5 e 7 de julho, o Encontro Ciência 2023, a primeira edição realizada numa ótica de descentralização e com tema específico – “Ciência e Oceano para além do horizonte”.
O cE3c esteve representado pelas investigadoras Alice Nunes e Cristina Máguas, no âmbito da participação do Laboratório Associado (LA) CHANGE – Instituto para as Alterações Globais e Sustentabilidade.
A sessão “Restauro Ecológico de Ecossistemas Naturais e Produtivos com vista à transição climática e energética” resultou da parceria entre o CHANGE e o Laboratório Associado TERRA, numa alusão aos objetivos e domínios científicos que ambas as unidades partilham. As intervenções iniciais ficaram a cargo dos respetivos Diretores Executivos, Susana Filipe e Paulo Branco, centradas precisamente nas características próprias e conjuntas dos dois LAs, como o importante papel que ambos desempenham na aproximação da ciência à sociedade, no diálogo multidirecional e no contributo ao desenvolvimento de políticas públicas capazes de fazer face aos vários desafios da atualidade. Neste sentido, o restauro ecológico, quer enquanto conceito e ciência, quer na sua desejável e ambiciosa aplicação no terreno – e toda rede de atores e mecanismos que isso acarreta –, em Portugal e em toda a Europa, surgiu naturalmente enquanto tópico a destacar e debater num fórum profundamente multidisciplinar.
O painel contou com a participação da investigadora cE3c Alice Nunes, que se tem posicionado como um dos rostos predominantes em matéria de restauro ecológico de diferentes ecossistemas, entre os quais as dunas e habitats costeiros. Apesar de se estabelecerem enquanto barreira ao avanço de vários efeitos das alterações climáticas, como a erosão costeira, os ecossistemas dunares estão entre os mais degradados no nosso país, sendo frequentemente apontados como prioridade para o investimento resultante das políticas comunitárias. Além de Alice Nunes, participaram antes os investigadores Cristiana Nunes (LEAF, TERRA), José Muñoz-Rojas (MED, CHANGE), Gonçalo Duarte (Centro de Estudos Florestais, TERRA), David Fangueiro (LEAF, TERRA) e Nazaré Couto (CENSE, CHANGE).
Rigorosamente à mesma hora, decorria no Auditório Renato Araújo, a sessão dedicada às “Carreiras Científicas: organização, desafios e expetativas”, promovida pelo Conselho dos Laboratórios Associados. Cristina Máguas, coordenadora e investigadora cE3c e Vice-Diretora do CHANGE, e Teresa Ferreira, investigadora CEF e Coordenadora do TERRA, assumiram a moderação de um painel internacional que procurou levantar e discutir o ponto de situação das carreiras dos cientistas, em contexto académico e empresarial, em Portugal, Espanha e Itália. Os países foram respetivamente representados por Madalena Alves, Presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Cristina Viguera, do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), e Enrico Brugnoli, do Consiglio Nazionale delle Ricerche (CNR). A visão sobre a situação nas empresas foi exposta por Márcio Temtem, investigador e dirigente da Hovione.
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