O nosso objetivo é compreender como as populações se adaptam ao seu ambiente, como se diferenciam em espécies distintas e como estes processos interagem.
Combinamos abordagens empíricas e experimentais para testar questões evolutivas fundamentais — tais como a forma como as populações se adaptam a novos ambientes ou como os fatores demográficos e ecológicos afetam a especiação — de uma forma altamente complementar.
- Em primeiro lugar, analisamos conjuntos de dados recolhidos em populações naturais para identificar padrões associados a processos evolutivos específicos e para inferir mecanismos evolutivos putativos que impulsionam esses processos.
- Em segundo lugar, utilizamos abordagens experimentais para testar esses mecanismos num ambiente controlado em laboratório.
O trabalho atual do grupo explora as questões acima referidas, centrando-se no papel da demografia na especiação e na adaptação – em particular, pretendemos compreender como o tamanho reduzido das populações afeta a adaptação, a persistência e a divergência das espécies. Os projetos em curso incluem:
- Analisar o efeito das mutações deletérias (em pequenas populações) na evolução do isolamento reprodutivo, combinando a genómica comparativa de múltiplas radiações evolutivas no género Lupinus com experiências de especiação em C. elegans;
- Utilizar a análise comparativa de amostras contemporâneas e históricas para estudar tendências a longo prazo no tamanho das populações e na adaptação relacionadas com as alterações ambientais em curso.
Os temas explorados no nosso grupo estão em sintonia com uma das linhas temáticas do CE3C: o estudo dos processos evolutivos que moldam a biodiversidade e a adaptação às alterações ambientais. De forma mais ampla, uma melhor compreensão dos mecanismos evolutivos em pequenas populações naturais reveste-se de importância central para os esforços de conservação em curso em muitas espécies, nas quais o desfecho a longo prazo dos recentes gargalos populacionais ainda é incerto.