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O grupo Adaptação a Ambientes Complexos trabalha na interface entre a ecologia e a evolução, fazendo parte da Linha Temática 2 do CE3C. Os nossos principais objetivos são compreender:

  1. De que forma os diferentes tipos de interações ecológicas afetam a dinâmica evolutiva dos organismos no seio de um sistema complexo?
  2. Como é que esta evolução, por sua vez, molda as interações entre organismos e/ou a estabilidade dos ecossistemas?

Para atingir estes objetivos, utilizamos um sistema tritrófico composto por Brassica rapa (planta), Tetranychus urticae (herbívoro) e o seu predador, Amblyseus swirskii, o que permite explorar a evolução de cada espécie separadamente, mas também acompanhar a evolução de diferentes tipos de interações.

Combinamos evolução experimental, modelação teórica, análises genómicas e do ciclo de vida, e a teoria da paisagem de aptidão para obter uma perspetiva integrativa da interação entre ecologia e evolução a diferentes níveis biológicos (desde os genes até aos ecossistemas).

Dada a abordagem multidisciplinar do nosso trabalho, colaboramos com vários investigadores internos (por exemplo, Vitor Sousa, Sara Magalhães, Leonor Rodrigues, Margarida Matos, Cristina Branquinho) através da orientação conjunta de estudantes e do desenvolvimento de projetos. Temos também várias colaborações internacionais ativas que trazem conhecimentos especializados de diferentes áreas (por exemplo, Claudia Bank (CH), Oscar Godoy (ES), Raul Costa Pereira (BR), Marta Montserrat (ES) e Andy Gardner (GB)).

No futuro, daremos continuidade à bolsa inicial do ERC, recentemente iniciada, para compreender como a adaptação a ambientes com diferentes pressões bióticas e abióticas afeta a resiliência de ecossistemas (simples) e proporcionar uma perspetiva mais aprofundada sobre como a interação entre ecologia e evolução pode moldar os organismos e as comunidades, bem como a sua resposta às alterações ambientais.

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