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O nosso grupo tem dois programas de investigação principais:

Um programa de investigação fundamental, impulsionado pela curiosidade, sobre neurofisiologia e comportamento animal, utilizando a Drosophila como clado-modelo, e um programa translacional, orientado para objetivos, centrado na modelação de doenças e em técnicas de direcionamento celular para células humanas.


No primeiro programa, mais consolidado e atualmente financiado pela FCT, recorremos à monitorização comportamental e a abordagens genéticas, tais como a neurogenética, crivagens de RNAi, edição genómica direcionada e genética interseccional, para estudar as vias de sinalização neuropeptidérgicas e os seus papéis no desenvolvimento, no controlo do comportamento inato, na modulação das respostas a perturbações ambientais (tais como a exposição a espaços confinados ou a fatores que perturbam o crescimento dos tecidos periféricos durante o desenvolvimento) e na evolução destes processos.

Continuaremos a centrar-nos na via de sinalização da relaxina, onde a caracterização de candidatos identificados numa recente triagem genética realizada no nosso laboratório para identificar novos componentes da via e/ou fatores reguladores deverá proporcionar descobertas empolgantes nos próximos anos.

Temos também a intenção de dar continuidade às colaborações com o Laboratório Ribeiro (CCU, PT) na descoberta de novas famílias de neuropeptídeos e na investigação da sua biologia. Neste último programa de investigação, iremos modelar doenças neurodegenerativas humanas, tais como neuropatias periféricas, in vivo, utilizando a Drosophila em colaboração com os laboratórios de Jacinto e Mendes (NMS, PT) e o laboratório de Morais-de-Sá (i3s, PT), e em cultura celular, utilizando abordagens baseadas em células estaminais pluripotentes induzidas humanas. Iremos desenvolver novas ferramentas para a identificação e manipulação genética de tipos ou estados específicos de células humanas, tais como a dormência do cancro, no âmbito de um projeto colaborativo financiado pelo NCI-NIH com o laboratório de Bravo-Cordero (Mt Sinai, EUA), utilizando conceitos de biologia sintética e computacional.

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